terça-feira, dezembro 27, 2005

Lisboa-Bissau na Motojornal

Saiu hoje na Motojornal a terceira e ultima reportagem sobre a primeira etapa deste projecto, Lisboa - Bissau. Ao longo de 3 edições e mais de 25 páginas, o diário de viagem do nosso escriba Carlos Martins foi ilustrado com algumas das imagens que descrevem bem as paisagens atravessadas. Para aceder a digitalizações de todas as reportagens clique em qualquer das imagens deste post.

terça-feira, dezembro 20, 2005

Sorte lançada...

A sorte está lançada, os bilhetes de avião estão pagos, os bilhetes do barco também, agora não há retorno, dia 31 de Janeiro embarcamos no avião da Ibéria onde depois de uma escala em Madrid, rumamos a São Paulo. O voo de regresso está marcado para dia 10 de Março, temos precisamente 39 dias para percorrer os 16.000 quilometros previstos. Vamos 4, eu, o repetente Teles e os estreantes no projecto André Espenica e o Rui Gomes. Vamos utilizar BMWs GS's de amigos no Brasil. O André Etienne, o Silvio Ventura, a Verbena e o Ralf são amigos que conheci no forum BigTrail Brasil. Contactaram-me via email no sentido de ajudar na aquisição ou aluguer de motos para uma viajem que planeavam realizar na Europa no verão de 2006. Na ultima viagem ao Brasil conheci-os pessoalmente e falei deste projecto. Surgiu aí a ideia da permuta de motos, nós utilizaremos as motos deles na proxima etapa Rio de Janeiro - Ushuaia e eles utilizarão as nossas motos quando vierem viajar para a Europa. O André Etienne sugeriu o barco entre Puerto Natales e Puerto Mount, são 2000 quilometros e 3 dias de navegação pelos fiordes chilenos exactamente a meio da viagem. Dizem que a viagem é inesquecivel, que passa por vários glaciares, que é comum encontrar baleias pelo caminho, que a visão do cordilheira é maravilhosa... ...seja como for vai saber bem descansar da moto durante 3 dias, no desembarque espera-nos a famosa estrada Panamericana.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Biblioteca dos vadios

A nossa viagem já começou, ainda estamos em casa e na nossa rotina habitual mas a procura de informação e o avanço dos preparativos fazem com que de alguma forma já nos sintamos longe desta realidade. Investigar e informar-se o melhor possível dos locais por onde vai passar é uma das fazes de preparação que mais prazer dá a um viajante. Os guias Lonely Planet são já companheiros habituais nas vadiagens. Durante os últimos meses as bibliotecas dos Vadios têm vindo a ser enriquecidas com outros títulos e autores que de alguma forma partilham as suas experiências de viagens pelos mesmos locais que vamos encontrar.

Aqui podem encontrar alguns dos títulos consultados bem como alguns links muito interessantes, basta clicar na imagem e serão encaminhados para breves descrições.

sexta-feira, novembro 11, 2005

Tierra del Fuego

Quando em 1520 o navegador português Fernão de Magalhães cruzou pela primeira vez o estreito que hoje leva o seu nome, vendo à sua direita o continente sul-americano mergulhar no oceano e à esquerda uma ilha de enorme extensão, inspirado pelo grande número de fogueiras indígenas que brilhavam ao longo da costa resolveu batizá-la de Terra do Fogo. O Estreito de Magalhães é uma passagem navegável de aproximadamente 600 km imediatamente ao sul da América do Sul. Situa-se entre o continente et a Terra do Fogo e o cabo Horn ao sul. O estreito é a maior e mais importante passagem natural entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Fernão de Magalhães foi o primeiro europeu a navegar pelo estreito em 1520, durante sua viagem de circum-navegação. Como Magalhães entrou no estreito dia 1 de novembro, ele foi chamado inicialmente de Estreito de Todos os Santos. O Chile tomou posse do estreito em 23 de março de 1843 e mantém a soberania sobre ele até hoje. Antes da criação do Canal do Panamá, o estreito de Magalhães era a segunda passagem mais utilizada para atravessar do Atlântico ao Pacífico, depois do cabo Horn. O estreito é conhecido pela dificuldade de navegação, devida ao clima inospitaleiro e à sua pequena largura. O estreito foi atravessado, entre outros, por Francis Drake e Charles Darwin. Os caçadores de ouro durante a corrida pelo ouro na Califórnia em 1849 também usaram essa rota. A história da Tierra del Fuego intercala uma trágica e contínua campanha de exterminação da população indígena para dar lugar às estâncias de ovinos com grandes corridas em busca do ouro, piratas, naufrágios, explorações e uma guerra que quase foi declarada entre Chile e Argentina na década de 80 pela disputa do Canal de Beagle. Constituindo uma extensão com grandes porções ainda selvagens, são muitos os pontos onde a presença humana não conseguiu sobrepor-se ao ambiente constantemente varrido pelos gélidos ventos que sopram desde o pólo muitas vezes com força de furacão. Na parte Argentina, bem mais estruturada que a chilena, o trecho final da Ruta Nacional 3 (RN3) que desce desde Buenos Aires interliga com asfalto as três cidades principais: Ushuaia, a capital da província e considerada a cidade mais austral do mundo, Tolhuin, no coração da ilha, e Río Grande, centro nevrálgico das imensas estâncias fueguinas, substrato para a exportação de carne e lã. No lado chileno, apenas estradas sem pavimentação, grandes estâncias e duas povoações com pouca representatividade: Puerto Porvenir e Puerto Willians, na Isla Navarino.

sexta-feira, setembro 02, 2005

Rota de 2006, o esboço...

"... Pensamos em ir até Peninsula Valdés , no Atlântico, pois é um local mitico a visitar . (Sâo Paulo - Buenos Aires - Puerto Madryn - Valdés). Cruzamos para a cordilheira e vamos aos Grandes Lagos e passamos para o Chile para a Carretera Austral     (Rawson - Tecka pela 25.  > Futualelfu > Ruta 7= Caretera Austral) . Depois descemos até Cohiaique pela Carretera Austal e voltamos para a Argentina. Vamos até Torres del Paine e as geleiras e passamos de volta ao Chile em Puero Natales.  Daí a Punta Arenas, ferry para Porvenir e Ruta 3 até Ushuaia. Daí embarcamos num Ferry Boat de Puerto Natales  até Puerto Montt.   São 4 dias no canais do Chile, geleiras, mar e muita paisagem ....só que a passagem por pessoa é algo cara... ... mas se vamos fazer esta viagem, temos que fazer este passeio, é uma chance única e um lugar maravilhoso. Vale a pena gastar um pouco mais e ter este prazer no percurso . Não se faz isso 2 vezes na vida! Alem disso é um bom descanso exactamente a meio da viagem.  De Puerto Montt temos 3400 km para São Pedro de Atacama  e o Chile todo para atravessar. De lá, são  5 dias para chegar em São Paulo no Brasil..." Do pino do verão tropical do Brasil às temperaturas polares no extremo sul passando pelas áridas pistas do Deserto mais seco do planeta, o Atacama. Uma rota de 16.000 quilómetros por 5 países, atravessando 2 desertos e cruzando 3 vezes uma cordilheira por estradas que chegam perto dos 5000 metros de altitude. . . A saída prevista é no dia 1 de Fevereiro de 2006, fim das chuvas na região dos Andes e o regresso algures a 15 de Março.

sábado, agosto 20, 2005

Patagonia

Quando em 1520, a expedição de Magalhães chegou à região, encontrou as vastas planícies ao norte do Estreito, povoadas por caçadores nômades ,Tehuelches em sua maioria. Eram povos que utilizavam as peles de Guanaco, grande mamífero local da família da Llama,, para se protegerem do frio. Cobriam os pés com as mesmas peles e dessa forma deixavam grandes pegadas na terra e na neve, sugerindo a presença de um povo de pés grandes. Esse povo de grandes "patas" foi denominado Patagões e conseqüentemente, a região que habitavam, de Patagônia. A Patagônia está limitada ao norte pelo rio Colorado, ao sul pelo Estreito de Magalhães, a oeste pelo Oceano Pacífico e a leste pelo Oceano Atlântico. A Cordilheira dos Andes se estende na direção Norte-Sul ao longo de toda a Patagônia, a uma distância média do Pacífico de 80 Km. As maiores elevações dos Andes definem a fronteira entre o Chile e a Argentina e conseqüentemente entre a Patagônia Chilena e a Patagônia Argentina. A 46° 45' Lat Sul, começam os Campos de Gelo da Patagônia Sul, uma zona de 480 km de extensão que abriga os glaciais como vestígio da última era glacial, quando toda a Patagônia estava coberta por gelo. Ao norte dos Campos de Gelo, a oeste dos Andes, a Patagônia apresenta uma área de vegetação abundante e elevado índice pluviométrico. A topografia é basicamente dominada por montanhas e vulcões que se elevam por entre os lagos e fiordes chilenos. À medida que se avança em direção ao Atlântico, em território argentino, as elevações Andinas dão lugar a uma vasta planície, semidesértica, de vegetação rasteira, e baixos índices pluviométricos. A planície dominada pelo Deserto do Chubut se estende até a costa Atlântica na Península Valdés. Ao sul dos Campos de Gelo, as paisagens são variadas. Os Andes vão diminuindo de altitude até o Estreito de Magalhães. A costa Atlântica da Patagônia Sul é igualmente dominada por uma vasta planície, castigada por ventos fortes e baixas temperaturas. Na zona dos glaciais, na Patagônia Andina, encontra-se a mais bela região do continente, onde os Andes convivem com um maciço de formação granítica, Paine, e com vários glaciais imensos!

sexta-feira, julho 01, 2005

Diario actualizado

O Diário da etapa Lisboa-Bissau está concluido e está disponivel um ebook ilustrado, ordenado cronológicamente na barra lateral deste website. Entretanto já se começa a pensar na proxima etapa... uma rápida viagem ao Brasil serviu como desculpa para ganhar novos amigos e avançar com os primeiros preparativos...

domingo, junho 26, 2005

esboço da proxima...

Hoje o dia prometia, estão previstas reuniões exaustivas com assinaturas de protocolos de cooperação Luso-brasileira. Apesar de ser inverno por estas bandas, está um sol radioso e estão uns "desagradáveis" 25 graus. Optámos por escolher um gabinete com boa vista para avançar com a ordem de trabalhos. Parece que o André e a Verbena vão adiar a viagem à Europa para 2007 e em Fevereiro vão connosco a Ushuaia, o Silvio também está tentado... mas até Janeiro ainda o convenço ;-). Nem vale a pena falar que o Chapolin não vai ter outro remédio senão acompanhar agente pelo menos no Brasil. A rota prevista sai do Rio de Janeiro cruza o Sul do Brasil, Uruguai e Argentina pela costa do Atlântico até ao extremo sul do continente Americano, o terrível Cape Horn. O regresso ao norte será pelo interior da Patagónia Argentina até à entrada no Chile. Aqui a Pan-americana será a companheira de viagem até à entrada de novo na Argentina no Passo da Cordilheira entre S. Pedro de Atacama e Salta. A fronteira escolhida para a reentrada no Brasil será a de Iguaçu. Grosseiramente apontamos 45 dias para toda a viagem que deverá rondar os 16.000kms, mas nos próximos tempos vamos acertar melhor a rota, para já é mesmo só um esboço. Este foi o resultado da reunião da manhã ;-) Reunião intercontinental que se preze tem de ter visitas oficiais ;-) pois bem uma vez que somos todos amantes das Big trail nada melhor do que um trilho para descontrair da secção de trabalhos exaustiva da manhã. Uma visita ao trilho do Pontal da Atalaia com as suas praias de areia branca e aguas transparentes no fundo de precipícios deixaram todos extasiados com tanta beleza. Eu aproveitei e rodei pela primeira vez em trilha com a DR800, primeiro com a do Chapolin depois com a do Silvio. Só tinha tido a oportunidade de pilotar uma Dr800 uma vez, já à alguns anos, e a impressão com que fiquei era que eram uma moto brusca e pouco agradável de pilotar. Verifiquei agora que estava completamente enganado, pelos vistos o bater constante e a direcção imprecisa não tem a ver com a moto mas com o seu estado de conservação. Tanto a do Silvio como a do Chapolin são motos com 3 ou 4 anos muito bem conservadas e estão impecavelmente afinadas. Sentir um motor mono como aquele a puxar em fora de estrada é uma delicia. O almoço foi mais uma vez na praia, acompanhados por uns calamares e uns camarões sempre bem "regados" fizemos o balanço do fim de semana. Pessoalmente não tenho como descrever os amigos que "ganhei" neste fim de semana, mesmo já conhecendo alguns real e virtualmente a forma como fui generosamente recebido deixou marcas. Espero que este fim de semana seja apenas o primeiro de muitos anos na vossa companhia. Devo reconhecer que dos brasileiros eu já esperava tanto carinho, agora de um francês???..je n'ai pas jamais imaginé...corrige aí Vê ;-))

sábado, junho 25, 2005

Amizade Intercontinental

Finalmente vou poder relaxar. Ontem era já noite quando chegou o Silvio Ventura e o Chapolin, ainda não consegui acabar as tarefas da semana mas só por ter amigos e motos no jardim aqui de casa já me sinto outro ;-) Depois de um delicioso jantar japonês, degustámos um belo tinto do Douro lá no jardim enquanto o DVD da etapa Lisboa-Guiné passava no portátil. O Silvio trouxe vários álbuns de fotografias das viagens da Big Trail e do Clube DR800 por todo o Brasil e é obvio que fiquei mais uma vez fascinado com a beleza deste país. Nas outras vezes que vim ao Brasil devo ter percorrido perto de 20.000 kms, conheci locais maravilhosos em cada uma dessas viagens mas a sensação que dá é que não conheço nada das belezas deste país imenso. Hoje cedo enquanto ultimava a derradeira tarefa da semana chegou o André Etienne a Verbena e o Alemão. Combinámos um almoço na praia aqui perto e finalmente consegui dar o meu mergulho. O André é um francês falsificado que vive no Brasil desde os 3 anos, a Verbena é uma "nativa local" nascida no Piauí, uma verdadeira "caipira do interiori". Ambos são um poço de boa disposição e é claro que durante o resto da tarde não pararam de gozar com uns tal casal de Dinamarqueses chamados Manuel e Maria... O Alemão é um discreto..... alemão.... que correu mundo e escolheu o Brasil para se aposentar, apesar das poucas palavras é simpático e engraçado ;-)) observa tudo com um ar de turista acabado de chegar, sempre de câmera em punho regista todos os pormenores "exóticos da fauna nativa" ... Entre um peixinho frito e uma cerveja estupidamente gelada vamos aproveitando para falar de projectos futuros e viagens passadas. O André e a Verbena planeiam vir correr a Europa de moto durante um mês e queriam saber se posso ajudar na compra temporária de motos para essa viagem. Já rodaram pelo Chile, Argentina, Peru e Paraguai, a Verbena depois de algumas viagens decidiu deixar a garupa e passar a pilotar a sua própria moto, neste momento ela e a sua Cagiva Elefant 900 são um conjunto difícil de acompanhar nas curvas das serras brasileiras. Eu espero em Janeiro estar a desembarcar a minha GS em Buenos Aires para partir para Ushuaia com alguns amigos. Espero ter a companhia do Silvio e do Chapolin em alguma parte desta segunda etapa do projecto "Até ao fim do Mundo". Uma vez que os nossos interesses se cruzam surgiu a ideia de trocar de motos, eles vêm para cá e rodam com as nossas motos pela Europa e nós vamos para lá e utilizamos as deles para a etapa Rio de Janeiro - Ushuaia. O Silvio já tinha disponibilizado a sua DR800 para eu rodar no Brasil, mas sem intimidade suficiente não tinha coragem de chegar à sua garagem e levar a sua moto para uma viagem de 15.000kms ;-) Eu disse que não tinha... agora já tenho, hehehe... Mesmo que esta permuta não se concretize ter amigos com experiência em alguns dos locais por onde vamos passar é já uma grande ajuda. O André ficou de apoiar na definição do roteiro da próxima etapa deste projecto, os locais a não perder e as passagens mais espectaculares. Enfim com a descontracção que já é uma referencia neste projecto vamos avançado com a organização da viagem de uma forma simples e bem disposta. Entretanto chegou a heroína Milene que fez nada menos que 1400 kms para estar connosco neste fim de semana. A Milene é uma pessoa especial, já me correspondo com ela à uns 3 anos e é impossível não ser amigo dela, a sua paixão pelas motos é algo de sobrenatural e não olha a meios para marcar presença em todas as iniciativas em que estejam presentes veículos de duas rodas. Com alguma frequência envia-me mapas da sua região e livros de viagens de motos pela América do Sul. Ela é o elo de ligação que anima e dá cor à lista do Big Trail Clube Brasil. Mesmo a tempo do jantar chega mais um casal, o Alessandro e a Gaby, curiosamentes são nossos visinhos, tem uma casa em Cabo Frio e vieram animar ainda mais o grupo. A noite foi passada em Búzios, a charmosa vila dada a conhecer ao mundo em plenos sixties pela exuberante Brigitte Bardot. Ainda antes do jantar fui presenteado pelo Silvio com uma verdadeira "jóia", um livro que relata uma viagem de Dr800 entre Florianópolis e o Alasca com dedicatória do autor e tudo, fiquei tão fascinado com o presente que acho que nem agradeci como devia... desculpa a indelicadeza Silvio... MUITO OBRIGADO MESMO!!! Para acabar o dia em belesa roubei a DR do Chapolin ;-))

quinta-feira, junho 23, 2005

Semana dificil

Tal como tinha previsto esta semana tem sido uma loucura, eu já estou mais ou menos acostumado com este stress mas a Dé está de rastos, já é a terceira vez que temos de vir ao centro do Rio tratar de documentos. Nestas situações eu procuro sempre ver o lado "positivo" da coisa ;-). Aproveito estas visitas a uma zona do Rio de Janeiro normalmente fora do circuito turístico para observar o dia a dia do carioca que não aparece nos cartões postais. Aqui nem se sente que estamos perto do mar, os edifícios são enormes mas mesmo assim em cada rua transversal lá está um morro e a respectiva mata tropical exuberante, incrível este contraste. Aqui no centro as ruas paralelas ás grandes avenidas são estreitas e lembram muito Lisboa, muitas construções dos séculos XVIII e XIX ainda hoje estão conservadas e pequenas praças com as respectivas igrejas não negam a influencia portuguesa. Nestas ruas estreitas estão espalhados vendedores ambulantes que vendem de tudo um pouco em especial produtos "importados directamente do Paraguai". Numa das praças existe mesmo um "Camelódromo" uma espécie de feira mas muito mais animada e colorida com algumas iguarias locais que gosto sempre de experimentar. A Dé é que vai aos píncaros com o meu à vontade, passa o dia a olhar stressadamente para tudo com olhar de medo e cada vez que tiro a pequena maquina fotográfica do bolso tem praticamente um ataque cardíaco ;-) Ela não gosta do Rio, apesar de carioca é de uma cidade mais pequena a norte chamada Cabo Frio, para ela tanta confusão deixa-a fora de si, vive apavorada quando tem de ir ao centro. Eu tenho uma receita que até agora tem resultado; uns chinelos dos mais baratos possíveis, uma t-shirt simples e uns calções largos ( uma côrzinha tb ajuda;-) fazem com que eu me dilua na multidão, sem óculos escuros nem relógio e com a maquina fotográfica no bolso deixo de ser um "gringo" e passo a ser apenas mais um carioca ;-)) simples. As tarefas têm vindo a ser cumpridas e o fim de semana está quase aí, estou muito satisfeito por finalmente conhecer pessoalmente alguns amigos mas ao mesmo tempo apreensivo por não ter condições para os receber condignamente. Ontem ligou-me o André Etienne, eu pensava que já o "conhecia" da lista da Big Trail mas ele afinal não subscreve esse fórum. Amigos da Big falaram da minha vinda e ele como está a preparar uma viagem para a Europa queria trocar umas impressões, disse que vinha no sábado com a mulher e com outro amigo. O próximo fim de semana já parece mais um meeting internacional do que um encontro de amigos ;-)) É impressionante o que uns pedaços de ferro, aço e borracha que nem sequer se equilibram sozinhas conseguem juntar pessoas desta forma. Espero aproveitar o fim de semana para relaxar um pouco e acertar algumas coisas para a próxima etapa do projecto, quem sabe não arranjo mais companheiros de viagem ;-) Preciso mesmo de descontrair, estou à uma semana a 400 metros de uma praia fantástica e ainda nem sequer tive tempo de meter o pé na agua...