terça-feira, setembro 23, 2014

Sunny 120

O Sunny e Fadzil vão nos acompanhar ate à Tailandia, o Sunny tem uns contactos na fronteira com o Myanmar e nós vamos tentar atravessar para lá, inshala. O plano é subir rapido e depois descer de volta para sul num zigue zague mais calmo entre a costa do mar de Andaman e o Golfo do Sião.


Ja viajei com o Sunny mas ele ia comportado porque era o meu territorio, agora a situaçao é inversa, estou nos seus dominios e quem manda é ele. E manda bem, manda aliás muito bem, uma conduçao certinha sempre, mas sempre a 120.
Não importa se há transito, se há chuva, se há cidades, é sempre a 120... Parece alguem que eu conheço aí de Portugal que diz q tb nunca passa dos 120 ;)


Mas aqui é demais, muito acima da velocidade sensata quando os outros condutores acham que os piscas e os espelhos sao meros acessorios decorativos :) Nunca me deparei com tamanha confusao nas estradas, as milhares de scooters vindas de todas as direcoes tb nao ajudam a montar uma imagem ordenada do quer que seja... Risco continuos, duplos continuos e até separadores em zebra delimitando as faixas nas cidades sao absolutamente ignorados por estes condutores alucionados.


Ultrapassam pela esquerda, pela direita, por onde há uma nesga de espaço, sao totalmente imprevisiveis e quando menos se espera invertem o sentido e viram aleatoriamente sem qualquer ameaça previa, viram e pronto. Outra coisa curiosa é os separadores das vias rápidas, duas faixas para cada lado e um separador de relva no meio, um obstaculo que os locais devem achar algo despropositado e até perigoso, impedindo-os de fazer inversão rapidamente sem subir e descer passeios e pisar relva.


Por entre eles Sunny e Fadzil avançam nos seu 120 fixos, tranquilos, como se nada fosse. Eu já apanhei alguns sustos e demoro mais, tento prever as manobras mais inuzitadas possiveis e só depois avanco para a ultrapassagem. O Sunny em algumas coisas faz-me lembrar o meu amigo Teles,  pode estar a chover, pode não haver nada para ver nem gasolina para meter, mas a cada hora tem de parar para fumar ;) smooke, ride and eat, that what we do!


Mas nem tudo é assim tão mau, a gasolina custa 0,20€ o litro e as motos nao pagam portagens nem sao alvo de inspeçao pela policia, quanto ao resto, é ganhar as manhas locais e andar sempre de olhos bem abertos ;)


Os almoços sao simples e deliciosos, mercados de rua, restaurantes familiares, a cozinha daqui é qualquer coisa de divinal para quem como eu gosta (muito) de picante. 


Avançamos rapidamente para norte e chegamos ja no fim de tarde à fronteira da Tailandia onde a paisagem muda radicalmente, das suaves montanhas malaias para os picos de rocha que surgem do meio da floresta tropical. A temperatura mantem-se nos 35 graus, mas a sensaçao termica baixa bastante, ficando bem mais agradavel.


Encontramos um Eslovaco na fronteira que diz que a Malasia é um forno comparada com a Tailandia, espero que seja verdade.

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